Hoje eu tenho o que comemorar
Publicado em 13/jun/2013 por Aline Cardias.
Tags: cinco anos de Grêmio Copero
Ainda que a correria e as novas responsabilidades do dia a dia me deixem um tanto quanto ausente deste espaço (mesmo alheia à minha vontade), a data de hoje invariavelmente me obrigou a dar as caras por aqui.
Não pra falar do empate parido a bigornas de ontem, e pelo qual nada tenho a comemorar. Tão pouco pra descer o cacete no Luxa e na equipe modorrenta que se tornara o Grêmio. Ainda que mereçam. Não faltarão teses e mais teses sobre o momento atual do Tricolor. Não quero ser repetitiva. Não quero dar uma de chata. Não hoje.
Começo esta manhã cinzenta de 13 de junho lembrando do ano de 2008, quando neste mesmo mês recebia um e-mail do amigo Charles cometendo a loucura de convidar-me a integrar o casting do Grêmio Copero. E há exatos cinco anos fazia minha estreia neste que, junto a outros tão bons quanto, tornara-se um site referência quando o assunto é o Grêmio.
Escrever para o blog não me proporcionou apenas dar meus pitacos – nem sempre muito lúcidos, eu admito. Através deste espaço fortaleci laços, e novas e outras e baitas amizades surgiram ao longo do período. Porque são, de fato, essas coisas que fazem todo o resto valer à pena: as expectativas e os encontros regados à ceva antes dos jogos, o abraço confortante diante de um revés em campo, as discussões muitas vezes acaloradas sobre o clube, mas sempre com o intuito de alguma forma colaborar pelo bem do Grêmio.
Não canso de agradecer aos grandes amigos e idealizadores do GC, Charles e Leo Fleck, por dividirem comigo este “pôjeto” tão bacana e que me orgulha muito, ao COB que se juntou a nós tempo depois, e aos leitores e amigos que ainda não cansaram da gente.
Apesar de tudo, hoje eu tenho o que comemorar!
Dale!
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O Grêmio fez o resultado que precisava fazer, perdendo gols que não se pode perder e recuou bizonhamente como Luxemburgo nos acostumou a testemunhar, espumando de raiva.
Lembro de um gol de cabeça do Rivarola, num segundo tempo arrastado contra uma Portuguesa que daria a surpresa ao final do campeonato. Um a zero no Olímpico quando tudo se encaminhava para um empate bochornoso. Vitórias assim valem um campeonato. O ano era 96.
Ou o Luxa muda no Grêmio ou deverá ser mudado. Essa postura de guri que bate e sai correndo pra debaixo da saia da mãe não vai mais. Ontem Elano inventou uma falta e a converteu em golaço. Na sequência Kleber cometeu a loucura de tomar um sarrafo na frente do banco. Foi implacavelmente substituido por um (promissor) volante. Imediatamente o Vitória conheceu o campo de ataque. Deveríamos estar a liderar com 100%, e um jogo a menos, um dos campeonatos (ainda) mais ganháveis havidos e por haver na face dessa terra bananeira.
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Um Grêmio acocado.
Saudade da bravura, do destemor, da coragem outrora acariciada tão de perto pelos que vestiam as três cores sagradas.
Um Santos decrépito, despedaçado. E mesmo assim fomos, pois sempre seremos, presa reiterada do nosso treinador. E a culpa, agora, será dividida com o Dr. Koff.
Postura de vencedor espelha vitória. Postura de barata que se debate no piso espelha Luxemburgo. Um
Luxemburgo deitado num gramado chileno com as pernas debatidas no ar. Essa é a imagem do Grêmio em campo, deitado com as pernas pro ar, esperando, rindo e esperando.
É assim que pretendemos ser campeões? Também acho que não.
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Ao menos o Noveletto estava feliz e, como todos os torcedores colorados, merece comemorar.
Grêmio coxinha se prepara com cuidado especial, ambientando os jogadores na “altitude” de Bogotá uma semana antes de cada partida naquela cidade. Foram duas as partidas. Foram duas as copas. Foram dois os presidentes. Duas eliminações. O mesmo treinador.
Nas duas eliminações jogávamos com placares favoráveis construídos no primeiro jogo. Mas, em copas, isso só serve pra time copeiro, coisa que o Grêmio deixou de ser e que seu treinador jamais será.
Contra o Huachipado, no Chile e ao nível do mar, o time jogava bem. Vanderlei decide então queimar todas as substituições havidas e por haver e o que vimos foi um filme de terror. Contra o Santa Fé, altitude naquelas, faz exatamente o contrário, e quando toma alguma atitude, saca um centroavante. Bem aí, Luxa. Perfect timing.
Não conseguiu estabelecer um critério claro. Não conseguiu estabelecer um esquema de jogo. Quando o time se ajeitava, atrapalhou o time depois de duas impressionantes vitórias contra o Flu e o Caracas, recuando Barcos e alterando a mecânica que se formava. Claramente não sabe o que faz quando não se dá conta de que está estorvando no meio do caminho.
Apoiei muito a volta do Koff, mas nunca a permanência desse ex treinador.
Espero que se demita. Que seja cavalheiro e se demita. Deve ter uma multa pesada que nossas combalidas finanças sofrerão para indenizar.
Para que não digam que sou comentador de resultado, abaixo deixo o que escrevi em 16 de novembro de 2012 depois de cairmos, vejam só, na Colômbia.
Três gols sofridos em 45 minutos. Dois destes por falha varzeana de marcação. Pensei que tivessem ido dias antes do jogo para evitar os efeitos da altitude, mas foram a passeio. Continuam como cavalos cansados. Pangarés. A peso de ouro irão renovar com o Luxa, não esqueçam de avaliar todas as eliminações coperas deste ano, milionários somos nós, pobre Grêmio, sempre achando que amanhã vai dar.
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Grêmio entrou com gana, jogou com raça, aguentou com um a menos, derrubou o último invicto, se livrou do Cris. Grêmio venceu em dobro. Bravo Grêmio. Mas não só isso. A Arena mostrou pros mais incrédulos que o moribundo Olímpico nada mais é do que um amontoado de concreto cheio de histórias para guardarmos em nós. A Arena mostrou que é um amontoado de concreto clamando por Gremistas. O Grêmio é a sua torcida e já passou da hora de escrevermos novas histórias para guardar.
Obviamente a coisa, na sempre inóspita Colômbia – para o Grêmio, será espinhosa. Não temos um time confiável apesar do bom elenco, nos resta contar com o peso da camiseta e que a intensidade de ontem permaneça encharcada nela.
Vamos Grêmio.
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A parte que te cabe
Publicado em 30/abr/2013 por Charles Hansen.
Tags: libertadores, queremos a copa, rumo ao tri
Enquanto as nuvens negras dos resultados pairam sobre o Olímpico a Arena, e a atmosfera da desconfiança assola a mente de muita gente, rumamos para o embate mais importante do ano, na competição mais importante para esta província.
E, com esse pensamento, te intimo a refletir se não está na hora, como legítimos gremistas, de deixarmos as rusgas de lado e abraçarmos o time de vez. É corda esticada. Já passamos por isso mais de uma vez. Momento de fazer valer a força da camisa, que tem início nas arquibancadas e contagia quem está na cancha.
Para que o Grêmio seja mais Grêmio é preciso que os gremistas sejam mais gremistas.
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Decidi não assistir a partida. É difícil torcer contra o próprio time. Infelizmente classificamos e, novamente, sofremos pra furar uma defesa fechada. E lá vamos nós pra Cassias fazer mais público do que o circo mambembe faz e dar ainda mais renda pra Federação que não coloca time do interior nem em campeonato de várzea. Espero não precisar jogar essa final. Menos ainda com coisa muito maior pra fazer.
Enquanto isso, o time involui e arriscamos perder ainda mais peças. Parabéns aos envolvidos.






