Enquanto um grande título não vier.
Publicado em 27/jan/2012 por Leonardo Fleck.
Tags: chororo, sentimentaloides, videogame
Poucas coisas se tornaram mais aborrecidas do que escrever sobre o Grêmio. Colocar em palavras alegrias distantes e dissabores constantes não sabem ser libertadores. Vemos a vaidade pessoal arruinando o bem coletivo. Privatizaram o clube entre dois grupos e o resto é consequência da incapacidade de ambos em dar respostas à sala de troféus. Sou pragmático o suficiente para apoiar aos que levantarem canecos, títulos serão a verdade absoluta.
Aliás, qual a razão de escrever sobre o Grêmio ainda? Qual a pauta válida?
Enquanto um grande título não vier e sem ninguém pedir, ofereço conselhos aos sentimentalóides tricolores. Naturalmente, esse espaço pode considerar-se incluído.
1.
Esqueça a história ao comparar o presente. Falar das glórias do passado nas atuais condições é sentimentalismo (e isso é grande ofensa, não confundir com sensibilidade), é chororô de guri grande e, pior, é humor involuntário e dá vergonha alheia. Remeter-se às lembranças da infância de forma emocionada? Meu chapéu… Desista!
2.
Comentar jogo a jogo a evolução de um rabanete? As alternativas de um adubo? As impressões de uma apresentação de batatas, num campeonato de roceiros? Alegrar-se com migalhas? Emular o impedimento.org? Humm, melhor não, abstenha-se de expressar-se. Deixa pra eles porque o fazem melhor. Adote a seguinte postura: faça de conta que o videogame esperado no natal não chegou e, em seu lugar, roupas. Pois então, não tente dissimular, do contrário serás esse momento embaraçoso, essa pobre criança, o falso sorriso. Ou vai dizer que seria possível expressar alegria sincera? Cale-se, portanto, não nos constranja mais.
3.
Lembre-se sempre: títulos serão a verdade absoluta. Todo o resto, em campo, é apequenamento.
4.
Escrever sobre o patrimônio é salutar, afinal, a grandeza não nos abandonou de todo.
5.
Esqueçam os Ribeirinhos.
Enquanto um grande título não vier.
Comentários (5)
Bem-vinda, vitória!
Publicado em 26/jan/2012 por Aline Cardias.
Tags: dale grêmio, Gauchão 2012, vitoria
Serei breve. Não vi o jogo e mal e porcamente acompanhei, pelo rádio, partes do segundo tempo. Obviedade das obviedades, VENCER era obrigação após aquela merreca de estreia. Abre parêntese – sai muito mal-humorada do Olímpico no último sábado – fecha. Objetivo dignamente alcançado nesta segunda jornada.
Sem contar toda a expectativa que tem se criado sobre este grupo, seria péssimo pra equipe começar um ano em que se espera muito, marcando passo. Claro que alguns descontos são dados exatamente por ser início de temporada. Mas estes não deverão ser utilizados por muito tempo como justificativas. Falo isso porque espero que lá em março, no pontapé inicial pra Copa do Brasil, o Grêmio já tenha alcançado o mínimo ideal desejado.
Ainda não fiz uma análise mais crítica do time que vem começando como titular. Até porque acredito que a fotografia deste sofrerá alterações. A saudar, ao menos nesta primeira amostragem, o retorno do poder ofensivo da nossa dupla de ataque. Bom, logo na primeira oportunidade atuando lado a lado, Kleber e Marcelo Moreno mostrando suas credenciais. Que seja uma rotina pra todo o ano.
Outro aspecto que me apeguei foi na, novamente, substituição do Marco Antônio. Deficiência técnica ou opção tática do técnico? Será que a satisfatória atuação do substituto Gabriel coloca uma interrogaçãozinha na cabeça do Caio? Pode/deve o técnico gremista passar a utilizá-lo na lateral voltando a aproveitar Mário Fernandes na zaga? Falando em defesa, ficaremos mesmo sem outra contratação pro setor?
Aguardemos os próximos embates.
Dale!
Comentários (4)

Foto: ducker.com.br
Indigno início de temporada. Independente de ser começo de campanha, novos atletas e treinador; era esperada uma vitória contra o Lajeadense. Jogando em casa, torcida presente num sábado noturno, último ano do Olímpico, contra cheque estratosférico; a vitória é compromisso. Sem essa de MAS (…)
Primeiro tempo interessante, muitos bons passes, domínio de jogo, presença no ataque. Promissor. Segundo apático, de meio campo perdido, incapacidade da reação. Péssimo.
Começo de temporada, muito trabalho pela frente e a crença que esse time vai se ajustar. Quarta-feira as 22h (!!!) no Olímpico arrancamos a primeira vitória do ano.
PS1: Abstenho-me de falar individualmente dos atletas. É cedo!
PS2: Vitor não deve ser capitão. Capitão deve estar na linha. Deixe o goleiro focado em defender, tão somente.
PS3: Sistema de som do Olímpico vai ter que evoluir muito antes de assumir a Arena.
PS4: Baita público presente.
E TU O QUE ACHOU DA JORNADA?
Comentários (22)

Segunda se foi. Conto 5 dias para o reencontro. Encontro com o velho Monumental, encontro com o tricolor. Recomeça tudo novamente, mais um pedaço das nossas vidas. Nossa história se confunde por muitas vezes com a história do Grêmio. É inseparável. O Grêmio é a metáfora da vida, ao menos, das nossas.
Ansiedade.
Sempre, ano após anos, antecedendo ao primeiro carrinho, a primeira avalanche paira toda a ansiedade do início. Junto aquela pergunta: como vai ser? Sentimento de que 2012 será um ano inesquecível, o adeus definitivo para a década maldita que cisma nos acompanhar. 2012 do Monumental, da Arena e dos títulos. Que assim seja.
Sábado lá estaremos, custe o que custar, para viver o GREMISMO que dá sentido as nossas vidas!
Comentários (11)
A foto que segue, publicada em Zero Hora, é o termômetro da popularidade do mandatário frente a sua gente. “Sua” tão somente pela mesma paixão ao Grêmio, “sua” por ser presidente do clube, porque a nossa gente não se vê mais nos discursos dele. Odone já não convence, sua figura está desgastada e seu discurso surrado. A liderança marcante ficou nas gestões passadas. O líder já não lidera mais.
Isso não quer dizer que não apoiaremos o clube. Isso não quer dizer que não pagaremos mensalidades. Isso não quer dizer que homenagearemos o Monumental a cada jogo. Isso não quer dizer que a alento os 90 minutos será deixado de lado.
Queremos muito que ele inaugure a Arena, que ele conduza com maestria a despedida do Olímpico. E com isso feito, cumprido, o nosso obrigado ODONE por todos os anos dedicados ao Grêmio. Fim!
Comentários (16)
Abre Apas – Renato Portaluppi
Publicado em 10/jan/2012 por Charles Hansen.
Tags: odone, portaluppi
Renato Portaluppi, sobre as merdas ditas pelo presidente que se acha dono do Gremio.
É lamentável que o presidente insista em tentar me jogar contra a torcida do Grêmio. O torcedor sabe tudo o que fiz como treinador do Grêmio, de todo o trabalho que fizemos e de todo o amor que tenho pelo clube. Juro que não consigo entender o que se passa. É simplesmente lamentável.
Até quando, Odone? Arena, Batalha dos Aflitos, Renato,…
Por favor, quero um título de expressão como toda a nação tricolor.
Nos devolva a dignidade. Obrigado.
Comentários (6)
Nem a imortalidade foi capaz de intervir sobre os convalescentes joelhos de Sorondo. O contrato era de risco, cada parte assumiu sua parcela, infelizmente como era esperado, por mais que quiséssemos relutar contra, LESÃO. Triste, mas cedo ou tarde aconteceria. Seis lesões em quatro anos no Internacional, não seria no Olímpico que estaria livre delas. O futebol – a grande metáfora da vida – é duro com grandes homens. Revoltante se pensarmos que muito livres do DM desperdiçam suas carreias na noite com trago e mulheres. Mas, enfim, quem sou eu para condenar, são escolhas.
E sobre escolhas, resta ao Grêmio cumprir com sua parte e buscar urgente no mercado um zagueiro que seja cativo nas escalações de 2012. A vida segue e o Grêmio precisa, neste momento, muito mais da razão do que a emoção.








